Sócrates, o craque 
Escrito por Delamar da Cruz às 11h51
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Sócrates, o craque No jogo entre Corinthians e Palmeiras, a "final" do Campeonato Brasileiro do ano passado, senti pena dos jogadores do Palmeiras durante o minuto de silêncio. O time do Corinthians e a torcida, majoritamente corinthiano, imitou com orgulho o gesto clássico do punho erguido, imortalizado por Sócrates a cada gol marcado. E os jogadores do Palmeiras, lá, contidos, "proibidos" de sentir aquela emoção toda, repetindo a força do gesto do punho erguido, ao mesmo tempo protesto, homenagem e uma prova de generosidade. Se eu fosse do time palmeirense, naquele momento, faria o gesto também. Para sentir o que todos estavam sentindo, para homenagear um jogador fabuloso e uma personalidade cujo exemplo ficará eternizado (ontem, durante o jogo das faixas, entre Corinthians e Portuguesa", o gesto foi repetido pela torcida quando da execução do Hino Nacional, sob o choro da viúva de Sócrates).
Escrito por Delamar da Cruz às 11h49
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Garrafa ao mar 
Eu era estudante, no velho e bom MMDC, lá na Mooca. Tinha uns 14 anos, mais ou menos. Ao entrar na sala, certa vez, vi um belo e estranho poema escrito no quadro negro: "Quando sentir-se só Faça do corpo a catapulta Mesmo sabendo que o corpo não transcede Labore a superfície para exaurir-se Explore o profundo para encontrar-se". Estava assinada por uma menina da minha idade, Eliane Fontana, muito bonita, bonita até demais, expressiva, calada e extremamente sensível. Além desse poema, ela escrevia na lousa coisas que me deixavam fascinado por ela, como "É proibido proibir", o lema dos estudantes franceses da década de 1960. Fiquei gostando ainda mais dela numa aula de artes em que ela derramou, sem querer, o vidro de guachê sobre o desenho que fazia e chorou, chorou copiosamente por quase meia hora seguida. Eu pensei em consolá-la, mas fiquei admirando suas lágrimas, a beleza de sua expressão e não cansando de admirá-la pelo fato de amar tanto um simples desenho feito para uma aula de colégio. Acabei me aproximando dela, quase ficamos amigos, ela sempre muito quieta. Depois de terminado o ginásio, não me lembro de tê-la visto outras vezes. Mas, até hoje, levo como um dos lemas de vida o poema que ela (seria a autora?) escreveu no quadro negro e que nunca mais esqueci em toda a minha vida. Quem sabe alguém conheça esses versos. Estou jogando a garrafa ao mar...
Escrito por Delamar da Cruz às 15h38
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Por Bruno Hoffmann (http://brunohoffmann.blogspot.com/). Rafinha Bastos é um idiota. Ponto. Qualquer pessoa que esteja com as parcelas do discernimento em dia sabe que ele passou, faz tempo, de um mero piadista para se tornar alguém que propaga os mais reles preconceitos. Um humor que se baseia na ofensa gratuita e no constrangimento. Mas você já pensou o quanto todos nós que usamos a internet temos um pouco de Rafinha Bastos? Afinal, os comentários que fazemos sobre pessoas que são ou se tornaram conhecidas na internet é de uma violência sem fim. Independente da pessoa ter feito algo errado ou não. É sempre desproporcional a acidez e a virulência dos comentários. Você faz a mínima ideia como se sentiram as protagonistas desse coro virtual?
O caso recente mais notório é o da cantora Vanusa, que cometeu o crime de esquecer a letra do hino nacional durante uma cerimônia da Assembleia Legislativa de São Paulo. Sim, foi engraçado, mas a ânsia por nos tornar piadistas fez cada um de nós jogar um pouco mais de terra na carreira de 40 anos da cantora. Ela, que era “a musa do iê-iê-iê”, a “rainha da televisão”, a vendedora de mais de um milhão de discos, se tornou apenas “a cantora que errou o hino”. Todos nós nos sentimos no direito de achincalhá-la. E esse erro - que segundo ela foi causado por remédios para labirintite - se tornou algo determinante da sua carreira e personalidade. Ela sofreu muito. E nós fomos sádicos.
Outro caso mais polêmico é o da estudante de direito Mayara Petruso. Logo após o resultado da campanha eleitoral do ano passado, ela escreveu: “Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”, indicando que a “culpa” da Dilma ter ganho é a simpatia que o eleitorado nordestino tem por ela e por Lula. Comentário triste e criminoso, mas que você certamente já ouviu de amigas da sua namorada, de conhecidos e até de gente da sua família. Mas as redes sociais a tornou um símbolo da xenofobia paulistana contra os nordestinos, quase um Hitler adolescente e sem bigode.
Mayara foi achincalhada, ofendida e ameaçada pelas redes sociais, e era apenas um caso de Justiça. Perdeu o emprego e, se eu fosse ela, iria no cartório para trocar de nome. Afinal, acho que pouca gente daria emprego para um currículo que estivesse grafado “Mayara Petruso”. Tornou-se uma exilada política dentro do próprio país. E nós, as pessoas de bom-senso, as pessoas indignadas, nos igualamos à população enfurecida que lincha o bandido antes da polícia chegar.
A pergunta é: em troca da sua indignação ou da sua piada, houve alguém que sofreu bastante. Você pensou neles por pelo menos um segundo antes de disparar seu espírito crítico ou fanfarrão no Twitter, ou apenas decidiu se igualar ao Rafinha Bastos?
Escrito por Delamar da Cruz às 11h30
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BR Na estrada que leva seu nome, Não creio nas placas que leio: Sei por sinais que está no caminho E vou a seguir assim mesmo Vagamente vejo avisos na rua Logo acima um sol repentino A paixão a guiar meu destino A buscar o meu único sonho Estrelas sem rumo no ar Neblina a encobrir os meus olhos A trilha sem fim que vagueio E prestes me ponho a marchar Minha doce ilusão condutora Meu amor sem lugar e sem freios. (DC - 2010).
Escrito por Delamar da Cruz às 16h16
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Talento mal conhecido 
Foto: Otoniel dos Santos Pereira e Carlinhos Brickmann O ano era 1973, se não me engano. Lembro que eu ainda um jovem estudante do 2º grau. No Museu de Arte Moderna, no Ibirapuera, havia uma quase perdida exposição de artes plásticas e poesias de jovens universitários. Fui lá conhecer. Praticamente eu era o único visitante numa tarde fria de junho. Mas, tive sorte. A produção era muito, muito boa. Um dos jovens autores me chamou especialmente a atenção: o poeta, publicitário e cineasta Otoniel dos Santos Pereira, que alguns anos mais tarde eu teria o prazer de conhecer pessoalmente quando ele participou de um festival de super 8, no Teatro São Pedro, na Barra Funda. Um grande talento, praticamente desconhecido. Confira um dos poemas que ele expôs naquele longínquo anos 70, num gélido e vazio MAM. (Na foto acima, Otoniel com outro amigo talentoso que até hoje tenho contato, Carlinhos Brickmann). Poder
Fazer da morte uma nação e dividi-la em sul e norte fazer da vida uma negociação que se oxida e se exila fazer do homem uma arma que resuma granada obus metralhadora mão armada fazer do tiro no ar uma constelação e constelar o inimigo e seu cão da fome fazer pesar a industria pesada de matar e desenvolvê-la, fazer do impacto de uma explosão explodir uma estrela fazer da ponte e da casa a bomba e o gás no horizonte fazer um corte exato no rnapa de óbitos fazer a morte e fazê-la em PAZ.
Escrito por Delamar da Cruz às 16h17
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POETAS RUSSOS

Bóris Pasternak, o autor de "Dr. Jivago", é um dos maiores poetas russos da fase de transição do modernismo, após a queda do czarismo no início do século 20. Mais acadêmico e menos revolucionário que seus contemporâneos, como Mayakoviski, Iêssenin e outros, Pasternak demonstra um domínio sobre a forma e o conteúdo invejável. Eis um exemplo, que, além disso, traz um tema muito atual nesses tempos de BBBs: Ser famoso... Ser famoso não é bonito. Não nos torna mais criativos. São dispensáveis os arquivos. Um manuscrito é só um escrito. O fim da arte é doar somente. Não são os louros nem as loas. Constrange a nós, pobres pessoas, Estar na boca de toda a gente.
Cumpre viver sem impostura. Viver até os últimos passos. Aprender a amar os espaços E a ouvir o som da voz futura. Convém deixar brancos à beira Não do papel, mas do destino, E nesses vãos deixar inscritos Capítulos da vida inteira.
Apagar-se no anonimato, Ocultando nossa passagem Pela vida, como a paisagem Oculta a nuvem com recato.
Alguns seguirão, passo a passo, As pegadas do teu passar, Mas tu não deves separar Teu sucesso do teu fracasso.
Não deves renunciar a um mínimo pedaço do teu ser, Só estar vivo e permanecer Vivo, e viver até o fim. (1956)
Escrito por Delamar da Cruz às 12h33
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Os melhores locutores esportivos do rádio e da TV Eis meu ranking. Rádio: 1º – José Silvério. 2º – José Silvério. 3º – José Silvério. 4º – Osmar Santos (mesmo aposentado). 5º – Fiori Gigliotti (mesmo morto). 6º – Pedro Luís (idem). 7º – Oscar Ulisses ou Odinei Edson. 8º – Odinei Edson ou Oscar Ulisses. 9º – Eder Luiz. 10º – Téo José. TV 1º – Galvão Bueno (longeeeee do segundo...). 2º – Silvio Luis (o mais engraçado e criativo). 3º – Eder Luiz. 4º – Téo José. 5º – Nivaldo Pietro. 6º – Kleber Machado. 7º – Milton Leite. 8º – Luiz Carlos Jr. 9º – Luciano do Valle. 10º – João Palomino.
Escrito por Delamar da Cruz às 13h48
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Escrito por Delamar da Cruz às 12h16
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Um doutor de verdade O craque Sócrates está internado no Hospital Albert Einstein, com sérios problemas de saúde e neste momento lutando pela sobrevivência. Se depender das vibrações positivas da Nação Corinthiana tenho certeza que vai se recuperar rapidamente. É tudo o que espero e esperamos nós, corinthianos. De minha parte, foi de longe o jogador mais inteligente que vi jogar. Compensava as eventuais deficiências de condicionamento físico (afinal, nunca negou que fumasse e bebesse, coisas nada compatíveis com a vida de atleta), com uma técnica de jogo invejável e um raciocínio muito mais rápido que os adversários. Era favorecido pelo corpo esguio, longo e flexível. Apesar de estilos diferentes, vinha da mesma estirpe de Ademir da Guia, um gênio da elegância e da classe em campo. Sócrates foi um doutor em campo e, fora dele, soube estar ao lado das causas nobres como volta da democracia ao país, a luta pelas eleições diretas e pelos direitos dos jogadores de futebol. Não bastasse tudo isso, esse grande brasileiro deve ser admirado por sua humanidade, pelos valores socialistas e por um caráter de primeira. Força, doutor! Você tem ainda muito a nos ensinar...
Escrito por Delamar da Cruz às 12h09
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Os russos geniais
Um dos melhores livros que li foi a "Antologia da Poesia Russa", organizada e traduzida pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e pelo professor Boris Schnaiderman. O livro abrange os principais poetas russos de meados do século 19 até o fim do século 20. É difícil dizer qual dos autores escolhidos para fazer parte dessa antologia é mais brilhante. Os exemplos são vários, como Velimir Khlébnikov, com poemas escritos por volta de 1900, e seu "A Encantação pelo Riso":
Ride, ridentes!
Risonhai aos risos, rimente risandai!
Derride sorrimente!
Risonhai aos risos, rimente risandai!
Derride sorrimente!
Risos sobrerrisos - risadas de sorrideiros risores!
Hilare esrir, risos de sobrerridores riseiros!
Sorrisonhos, risonhos
Sorride, ridiculai, risando, risantes,
Hilariando, riando,
Ride, ridentes!
Derride, derridentes!.
(1910).
Ou, Bóris Pasternak, num poema da década de 50.
Alguns seguirão, passo a passo, As pegadas do teu passar, Mas tu não deves separar Teu sucesso do teu fracasso.
Não deves renunciar a um mínimo pedaço do teu ser, Só estar vivo e permanecer Vivo, e viver até o fim. (1956).
Ou ainda, o genial Vladimir Mayakovsky, considerado o maior poeta russo do século 20:
A Flauta Vértebra
A todos vocês, que eu amei e que eu amo, ícones guardados num coração-caverna, como quem num banquete ergue a taça e celebra, repleto de versos levanto meu crânio.
Penso, mais de uma vez: seria melhor talvez pôr-me o ponto final de um balaço. Em todo caso eu hoje vou dar meu concerto de adeus.
Memória! Convoca aos salões do cérebro um renque inumerável de amadas. Verte o riso de pupila em pupila, veste a noite de núpcias passadas. De corpo a corpo verta a alegria. esta noite ficará na História. Hoje executarei meus versos na flauta de minhas próprias vértebras. (1915).
Escrito por Delamar da Cruz às 16h01
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OS RICOS E OS POBRES Por Martha Medeiros.
Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava R$ 1 milhão por mês e que em entrevista vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como um exemplo de pessoa pobre. Agora leio uma declaração do publicitário Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e têm cultura), os pobres-ricos (que não têm dinheiro mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas idéias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, shows ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.
Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não têm saldo invejável no banco, mas são criativos, efervescentes, abertos. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira.
O que temos aqui, em maior número, é um grupo que Olivetto nem mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso à cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à margem, feito zumbis. E temos os ricos-pobres, que têm o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste país um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito.
Exemplos? Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada. Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou uma embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública. O Audi é só um disfarce que ele pôde comprar, no fundo é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial.
Os ricos-pobres não têm verniz, não têm sensibilidade, não têm alcance para ir além do óbvio. Só têm dinheiro. Os ricos-pobres pedem no restaurante o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém, vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas, viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet, possuem tevês de plasma em todos os aposentos da casa e só assistem programas de auditório, mandam o filho pra Disney e nunca foram a uma reunião da escola. E, claro, dirigem um Audi e jogam lixo pela janela. Uma esmolinha para eles, pelo amor de Deus.
O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os ricos-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e se valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros indivíduos que fazem malabarismo para sobreviver mas, por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante. É este o luxo de que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube. E recurso não é só money: é atitude e informação.
Escrito por Delamar da Cruz às 08h31
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Escrito por Delamar da Cruz às 11h30
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Homem Feliz (João Donato / Abel Silva)
Na verdade, meu bem Desde que eu te encontrei Sou um homem feliz Que cansou de chorar, De fugir, lamentar Que já não se maldiz Que não vive chorando os amores Que não foram ou que não são mais Nem se afoga num copo sozinho Pedindo baixinho um pouco de paz Sei de gente que diz Que ficou mais feliz Com o fim de um amor Mas comigo depois Que viramos nós dois Quem partiu foi a dor Tudo isso meu bem com certeza Não foi só porque o destino quiz Mas porque fizeste de mim Um homem feliz.
Escrito por Delamar da Cruz às 14h43
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Quase desconhecida
Via Orides Fontela em muitos lugares que ia. Se me lembro, talvez até tenha conversado com ela algumas vezes. Escrevia poesia e bem. Continua ainda quase desconhecida, mas é na opinião de muitos uma das melhores poetas brasileiras surgidas após a década de 70. Precisa ser melhor estudada e descoberta pelo público. Quem quiser, é só dar uma pesquisada nos sites de busca e vai encontrar alguma coisa da obra dela. Abaixo, um pequeno exemplo da sua genialidade.
Murmúrio
O murmúrio não cessa. Nunca a fonte deixará de cantar oculta
e oculto mesmo o canto soterrado em cansaço hábito e olvido
e tudo oculto sob árida lápide sob o contínuo deslizar das formas
e tudo oculto mas água sempre
pulsação viva centrando o tempo.
Escrito por Delamar da Cruz às 15h21
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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, PERDIZES, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Viagens MSN - dan48sp@hotmail.com
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